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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007 Novembro/Dezembro - 2007, Especial 1 Comentários

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Oito armazéns que estão ociosos há 20 anos serão ocupados por equipamentos turísticos como hotel, bares, restaurantes, marinas e espaços de cultura.

Seguindo a tendência mundial de zonas portuárias que se transformaram em complexos turístico, comercial e cultural, a exemplo de Puerto Madero, em Buenos Aires (Argentina), e Docas, em Belém (Pará), o Porto do Recife está viabilizando um projeto de revitalização das suas áreas ociosas, que serão reutilizadas e integradas ao entorno portuário. O Projeto de Revitalização do Porto do Recife é parte de um plano diretor encabeçado pela Prefeitura do Recife, mas com participação das três esferas de governo, além do setor privado, que leva o nome de Complexo Turístico, Comercial e Cultural Recife/Olinda. As ações desse plano começaram a ser executadas há três anos e já consumiram cerca de R$ 240 milhões. O prazo de conclusão para todo o Complexo, envolvendo as duas cidades, é de 15 anos.

A área do porto que será revitalizada já foi definida e aprovada pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP). De acordo com a administração do Porto, os armazéns de número 10 ao 17 estão sem utilização operacional há mais de 20 anos e foram escolhidos para sofrerem as intervenções. “Essa área do porto pertence à União. Vamos arrendá-la e ficar com essa receita”, detalha o presidente do Porto do Recife, Alexandre Catão.

Com o arrendamento, a expectativa do administrador é que as primeiras intervenções comecem a ser feitas no primeiro trimestre de 2008, com previsão de conclusão em três anos. O investimento estimado é de R$ 100 milhões e a receita anual gerada para o porto pelo arrendamento da área é de cerca de R$ 2 milhões. Segundo Catão, dois grupos privados nacionais e outro espanhol demonstraram interesse no projeto.

Os tipos de empreendimentos que podem ser implantados na área revitalizada do porto ainda não estão fechados. Em novembro, o administrador do Porto do Recife vai participar de um seminário no Rio de Janeiro, promovido pelo BNDES, junto com gestores de outros portos, como o de Santos (SP), Salvador (BA) e Itaqui (MA), que vai discutir idéias de como otimizar áreas portuárias ociosas.

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Por enquanto, algumas premissas já foram estabelecidas. Os armazéns 10 e 11 deverão dar lugar a escritórios comerciais e garagem. Já os armazéns 12, 13 e 14 serão ocupados por bares, restaurantes, lojas, salas para exposições e teatro. Os armazéns 15, 16 e 17 integrarão um complexo com um hotel com, no mínimo, 100 leitos, marina náutica, centro de convenções e exposições com capacidade para duas mil pessoas, bares e restaurantes.

De acordo com o coordenador da unidade executora do Complexo Recife/ Olinda, da Prefeitura do Recife, César Barros, essas áreas terão ligação direta com o Mercado de São José, um dos locais mais visitados pelos turistas no centro da Capital e que foi revitalizado no início de outubro.

Além de reconfigurar a área ociosa do porto, o projeto vai considerar, ainda, a integração e a valorização das comunidades vizinhas, aliando interesses econômicos a sociais. “Todas as intervenções terão que considerar o lado social, como a recomposição de favelas e o incremento habitacional, reurbanizando as áreas informais, para que não haja exclusão social”, ressalta Barros.

Uma das localidades que serão contempladas é a comunidade do Pilar, que está cravada num terreno da União, no entorno do Porto do Recife. Essa comunidade foi contemplada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento para saneamento e urbanização, no valor de R$ 30 milhões. Além das obras de pavimentação e drenagem, serão construídos um conjunto habitacional, uma creche, uma escola e um posto de saúde. A igreja será restaurada e ganhará uma praça na área frontal.

A intenção dos gestores ao lançar um olhar diferenciado para essas áreas é clara: “não queremos muros. Queremos a inclusão no sentido físico e social”, resume César Barros. A pendência com o terreno da União deverá ser uma das primeiras ações executadas que contemplam a comunidade, já que 90% da transferência do título para a Prefeitura do Recife estão concluídas.

1 Comentário para “Turismo será o motor da revitalização portuária”

  • ALÍPIO FERNANDES DURANS DA SILVA Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

    Recife, 28 de agosto de 2008

    Prezado colega,

    Em que situação se encontra, hoje, este projeto de revitalização do Porto do Recife?
    Existe alguma probabilidade de se ver novamente os Bondes circulandos pelas ruas do Bairro do Recife?
    Também há alguma possibilidade de se reconstruir o Castelo do Mar (antigo fortim construído sobre os arrecifes e demolido no iníco do século XX para a reforma do porto) seria um bom ponto turistico?
    A vista do Bairro do Recife de quem se encontra no parque das esculturas é belíssima, tirar alguns armázens, principalmente os que ficam em torno da Praça do Marco Zero,não crescentaria maior esplendor a paisagem?
    Estive em Belém-PA há poucos meses e fique maravilhado com o que foi feito as Docas de Lá!
    Gostaria de visualizar a maquete do projeto se possível for.

    Atenciosamente,

    Alípio Silva
    (Cidadão Pernambucano)

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