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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007 Novembro/Dezembro - 2007, Urbanização 5 Comentários

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Construção de grandes empreendimentos nas cidades do entorno do Complexo Industrial e Portuário vai demandar 60 mil novas moradias.

Os investimentos que estão aportando no Complexo Industrial e Portuário de Suape, em Pernambuco como a refinaria Abreu e Lima, o estaleiro Atlântico Sul e o complexo da Bunge prometem mudar a configuração não apenas econômica, mas social e urbana da região. Dados preliminares do “Plano Território Estratégico de Suape: diretrizes para uma ocupação sustentável”, elaborado pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), apontam para a geração de 25 mil novos empregos a partir desses investimentos.

A notícia anima não só os futuros trabalhadores do Complexo, mas também os empresários do setor imobiliário. O aumento da mão-de-obra no porto vai gerar uma demanda de 60 mil novas moradias nos cinco municípios do território estratégico de Suape: Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Moreno e Escada.

O estudo do Condepe/Fidem é realizado em parceria com a Companhia Estadual de Habitação e Obras do Estado de Pernambuco (Cehab). Para evitar problemas como favelização do território, será preciso oferecer a essas pessoas que trabalharão em Suape uma infra-estrutura habitacional adequada, com vias de acesso, saneamento, transporte, segurança e demais equipamentos urbanos. A Cehab tem o papel de interlocutora entre o Governo, as prefeituras, a administração de Suape e as empresas para desobstruir esse gargalo. “Nosso trabalho é focado na moradia de interesse social, mas já têm empresas buscando construir moradias para seus funcionários em Suape”, afirma o presidente da Cehab, Jorge Carreiro.

Enxergando esse potencial, algumas empresas privadas já partiram na frente e estão garantindo, desde já, sua fatia nesse promissor mercado imobiliário. O grupo Santo Inácio S.A. Agropecuária (Sisa) viu os negócios da empresa supervalorizarem após os anúncios dos investimentos em Suape.

O grupo Sisa é proprietário de uma área de 385 hectares (um hectare é a medida de um campo de futebol), cravada no município do Cabo de Santo Agostinho, que faz divisa com o Complexo de Suape. Para os empresários não foi difícil percebeue as terras do antigo Engenho de açúcar poderiam se transformar num grande negócio. “O presidente do grupo, Ayrton Cardoso, financiou estudos de viabilidade em Suape, sempre acompanhando seu desenvolvimento”, declara o diretor da Sisa, Eduardo Cardoso.

Foi então que, em 1997, o grupo Sisa começou a construção do loteamento Cidade Garapu. De início, foram planejados sete mil lotes com capacidade para abrigar 35 famílias, tendo como público-alvo os trabalhadores de Suape. Em menos de 10 anos, impulsionado pelo desenvolvimento do Complexo, o empreendimento tornou-se um grande filão habitacional do entorno do porto. Um lote de 200 metros quadrados, que era comercializado a R$ 3,5 mil, agora é vendido por R$ 20 mil. “Já comercializamos 4,6 mil lotes e já existem 2,3 mil casas habitadas. O emprego indireto de Suape está ficando em Garapu”, constata Cardoso.

O grupo dispõe de mais dois mil lotes, dentro do Cidade Garapu, numa área próxima ao Porto de Suape. Os empresários adiantam que estão desenvolvendo projetos para essa região, visando atender a demanda que surgirá a partir de Suape nos próximos anos. “Estamos buscando novos produtos para adensar a área”, avisa o empresário do grupo Sisa. Os projetos são desenvolvidos em parceria com a Direcional Construtora e a Parkinson Desenvolvimento Imobiliário.

Shopping

Não é apenas nos 25 mil novos trabalhadores de Suape que o grupo Sisa está de olho. Mais de 280 mil pessoas que é o somatório das populações do Cabo de Santo Agostinho e dos municípios vizinhos de Escada e Ipojuca além de milhares de turistas e veranistas, estão virando alvos dos negócios da empresa. Além de investir no ramo imobiliário com foco em habitação, o grupo Sisa está expandindo suas atividades para o setor do comércio, com a construção do Shopping Costa Dourada, às margens da PE-60, no Cabo de Santo Agostinho.

Uma pesquisa encomendada pelo grupo que indicou que 67% da população local complementavam seu abastecimento no Recife ou em Jaboatão dos Guararapes. “Vimos que o comércio local não atende todas as necessidades da população. Daí surgiu a viabilidade de construir um shopping nessa área”, explica Eduardo Cardoso.

Com o fluxo de trabalhadores de Suape e de turistas que visitam as praias do Litoral Sul do Estado, os empresários do Sisa estão confiantes no retorno do negócio. “Numa das pesquisas que encomendamos, constatamos que 77% das pessoas com certeza freqüentariam o shopping Costa Dourada e que 20% poderiam freqüentar. O fato é que saímos na frente porque acreditamos no grande potencial consumidor que seria gerado com Suape e que já existia no Cabo de Santo Agostinho”, afirma o executivo.

Shopping Costa Dourada vai receber investimento de R$ 25 milhoes e terá 110 lojas.

O Costa Dourada foi projetado para ser um shopping aberto (Open Mall), atendendo a diversos segmentos de público. Esse conceito traz vantagens como a supressão de ar condicionado, que é usado penas nas lojas, praças de alimentação e cinema, reduzindo o consumo de energia e, conseqüentemente, os custos do condomínio. Além disso, como a área abrigava um antigo engenho, foi pensada numa estrutura em estilo colonial, aproveitando o verde da redondeza.

As obras do Shopping Costa Dourada tiveram início em 2006. O investimento previsto é de R$ 25 milhões, sendo que a metade já foi injetada. A previsão do grupo Sisa é entregar o empreendimento no final de 2008. Quando for inaugurado, o público poderá contar com 110 lojas, quatro salas de cinema, duas praças de alimentação e estacionamento com capacidade para 800 veículos. Três lojas-âncora também farão parte da estrutura do shopping, que conta com 17 mil metros quadrados de área construída.

A rede de supermercados Arco Íris já fechou contrato para instalar uma unidade no centro comercial. Outras duas lojas de departamento de marcas nacionais estão em fase de assinatura do contrato. Um parque de diversões do grupo Show Play, com 700 metros quadrados, também deve abrir uma unidade no shopping.

5 Comentários para “Suape na mira do mercado imobiliário”

  • Reginaldo Farias Domingo, 6 de Janeiro de 2008

    em 2008 instalaremos nosso escritório imobiliário na região.
    para prestar todo tipo de serviços.
    compra, venda, locação, administração.

    acreditamos que será a a região de maior crescimento no Brasil nos próximos 10 anos.
    site gentilfariasimoveis.com

  • camila Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

    eu adorei esse site foi com ele que eu consequi fazer o meu trabalho de escola

  • Gilberto Santos Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

    Gostaria de saber se tem terreno e valor do mesmo.

  • jefferson corrêa Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

    espero e acredito que o Cabo vai se desenvolver muito

  • Eline Sábado, 25 de Outubro de 2008

    Esse shopping é o fruto real do aproveitamento de oportunidades. Por que obras que começaram em 2006 e que pareciam não ter fim, com essa injeção de investimentos em Suape começaram a evoluir, por que esse Shopping já tava virando lenda urbana. Finalmente está se transformando em algo palpável. Não aguentava mais dizer aos visitantes “aqui será um shopping” e eles nunca viam. E em relação ao Porto espero que gere empregos realmente para a população que faz parte da sua área de influência. Aviso que tô na fila =)
    Quanto ao site, parabéns pela riqueza de informações.

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